top of page

Guia Rápido para o tal Storytelling

Atualizado: 6 de jan. de 2020

Esse é um daqueles nomes que você, que trabalha na área de marketing/comercial, deve estar cansado de ouvir, mas talvez tenha dúvidas sobre o que é e para quê serve. Para além dos modismos que vez por outra invadem o mercado de marketing e comunicação, o uso de Storytelling é cada dia mais essencial para o engajamento num mundo cada vez mais conectado e midiático. Entenda sua importância em nossa evolução e como ele pode te ajudar.

DE ONDE VEIO

Literalmente, Storytelling significa “Narração de Estórias”. Então obviamente ele já está por aí há muitos séculos, visto que a Cultura humana praticamente se solidificou principalmente por conta das estórias e registros que passaram de geração a geração desde a Pré-História. Lá, em algum momento entre 15.000 e 10.000 anos antes de Cristo, a galera se reuniu em volta de uma fogueira (como nas cavernas de Lascaux, que você vê abaixo) e deu início a esta tradição, que é uma das maiores peculiaridades humana da raça humana.


LASCAUX, FRANÇA

Entre 15.000 E 10.000 A.C.

"Galera, senta aí perto da fogueira que vou desenhar como foi meu dia."


PARA ONDE VAI

Da Pré-História em diante, as estórias vem sendo usadas sempre pela Humanidade para entreter, agrupar e ensinar. Surgiram a escrita e os livros, possibilitando o acúmulo de conhecimento diretamente responsável pela prosperidade de nossa espécie no planeta. Depois veio o cinema e aprofundou ainda mais a experiência, formando gerações de pessoas habituadas a assistirem, num curto período de tempo, um arco completo de histórias com alto grau de envolvimento.

Na intenção de cativar um lugar mais nobre no coração dos consumidores, as marcas começaram a entender o poder persuasivo das estórias. E o mundo empresarial/corporativo se rendeu ao seu poder num momento em que a publicidade tradicional começou a dar sinais de desgaste e a internet surgia, para nos trazer de vez para a Era da Informação.

Pois, se a primeira agência de publicidade surgiu em 1841 fazendo efetivamente PROPAGANDA (visto que a Publicidade já estava aparecendo desde que Guttemberg inventou a prensa) e a TV começou a se popularizar nos anos 50, era natural que alguns formatos pedissem renovação. Foi o que começou a acontecer com mais freqüência a partir do final dos anos 90. E não pára de evoluir em suas formas e possibilidades de uso. Hoje você pode ver um filme em 3D, Imax, participar de estórias virtuais em games, ver séries interativas. Hoje as aplicações mais comuns no mercado são em VÍDEOS e APRESENTAÇÕES CORPORATIVAS. Mas o mercado não pára de lançar e absorver novidades como por exemplo as salas de cinema 4D e a Realidade Virtual.


"Afe, eu não tô na beira da escada não né?"

“Viva o novo marketing, que tende a ser menos propaganda e mais conteúdo. Agora é menos compre e mais informação, entretenimento, educação.”

- Nizan Guanaes -

A frase acima demonstra a quebra de paradigma da atualidade, onde a melhor maneira de fazer propaganda é não parecer que você está fazendo propaganda. A propaganda agora precisa entreter e informar de verdade.

As estórias possibilitam às marcas direcionar o envolvimento estratégico com seu público. Emoções e processos de identificação servem para segurar a mão do cliente e levá-lo do ponto A ao ponto B da sua estratégia de comunicação. O aumento exponencial da quantidade de canais de venda e informações trazidas pela internet, permitiu que o Storytelling virasse um excelente instrumento de busca de identidade - Branding- envolvimento com as pessoas – Engajamento- e melhor aproveitamento da relação da marca com consumidores e clientes. Por isso é umas das melhores opções para se trabalhar conteúdos estratégicos presentes na relação entre pessoas e empresas. Ao compartilhar estórias, se compartilha valores, e são eles que vão construir as grandes marcas. O ponto onde o Storytelling cruza com o Marketing de Conteúdo pode gerar materiais memoráveis e grandes resultados.

Mas, ao contrário do que pode parecer, esta metodologia não se limita só a campanhas inspiracionais de Branding encabeçadas apenas por grandes marcas e empresas. Você pode (e deve) utilizar o Storytelling para potencializar suas ações de médio e curto prazo em:

-Palestras, Congressos e Eventos Corporativos

-Campanhas de Prospecção Comercial

-Campanhas de Vídeos e Webséries

-Marketing de Conteúdo e Branded Content (falarei sobre eles em breve)

Você pode seguir estas dicas rápidas para começar a aplicar os preceitos do Storytelling, por exemplo, às suas Apresentações no Power Point:


01

Defina seu objetivo e público-alvo

É simples justificar isso: se você não sabe onde quer chegar, todos os caminhos estão errados. Toda estratégia de marketing começa com um bom briefing para definir quem você quer atingir e o que pretende ao fazê-lo. Enquanto não houver clareza sobre este ponto você não deve prosseguir.


02

Faça um “Outline”

Um Outline é, em resumo, uma lista dos Tópicos, Assuntos ou Conteúdos que você quer ou precisa abordar na sua Apresentação. Seja sempre objetivo ao listar seus assuntos de modo assertivo e teste a conexão de cada um deles com o todo antes de finalizar.




03

Organize o Outline numa estrutura de

Começo, Meio e Fim

A espinha dorsal do Storytelling é a estrutura de 3 atos, conhecida há milênios pelos escritores. Toda narrativa, seja um filme ou uma simples piada, PRECISA ser dividida logicamente em 3 atos. Este ponto merece certamente desdobramentos que abordaremos em outras postagens. Mas, para começar, tudo que você precisa saber é que sua narrativa precisa FLUIR livre e naturalmente, numa ordem envolvente e instigante, rumo a uma conclusão que impulsione quem esteja assistindo a pensar ou fazer algo que você planejou.

Este é o momento de tirar o peso formal da sua Apresentação e tentar achar numa nova roupagem, mais emocional, envolvente e criativa, que desperte o interesse e a identificação das pessoas.


04

Escolha um Conceito Central

Agora que você já sabe SOBRE o que vai falar defina COMO você vai falar. Alinhar um conceito central que expresse suas idéias principais certamente vai ajudar. O Conceito Central é uma idéia geral, de fora do âmbito da empresa, que pode funcionar como paralelo para as situações que vai explorar. Você pode, por exemplo, falar de FLORES, REINO ANIMAL ou da FAMÍLIA REAL para explicar melhor seus pontos e ilustrar suas ideias. Este conceito central vai te ajudar muito caso você resolva investir também num visual bacana para sua apresentação. Mas tenha certeza de que o Conceito escolhido (APENAS 1) ajuda no entendimento do que você vai falar.


05

Crie Personagens e Abstraia

Não se apegue apenas a assuntos da empresa na sua Apresentação. Faça uso de analogias, estórias reais, imagens, poesia, ou outras coisas que te ajudem a entreter as pessoas enquanto elas te assistem. Tente criar, sem forçar a barra, um ou mais personagens que possam personificar o arco narrativo e os pontos de vista que você quer abordar e siga refazendo a Apresentação até ficar bem agradável, divertida e fluente.


06

Capriche no Visual

Se a Apresentação for importante, liberte-se dos TEMPLATES, e evite usar materiais semi prontos, daqueles que você só troca o texto. Se for para usar o Storytelling melhor assumir de vez o risco de ser mais criativo e criar uma peça única como você.

Peça ajuda a um designer gráfico para criar a identidade visual e os slides dentro de um padrão estético.

Pronto! Hora do seu projeto sair do papel (ou do Power Point) e arrebentar!

Precisando de ajuda, conte com a gente!



11 visualizações0 comentário

Comments


bottom of page